sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Joel Spielberg Vieira


quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Ganda calhau!!


Cercanias de Palência.



Nem só de logros canoísticos vive o homem... E no último fim de semana tocou-me ir à montanha.
O amigo Joel e eu andamos o verão todo a adiar uma desejada ida aos Picos da Europa (Astúrias, Espanha), mas ou estávamos em baixo de forma, ou chovia,  ou havia muita gente, ou não dava jeito, ou... o raio... Com verão já a acabar, apontamos o feriado do 5 de Outubro, na verdade decidimos na véspera, a previsão da meteo era do melhor.
Às duas da manhã estávamos na rotunda norte de Fátima prontos a andar, não sem antes ter soprado no balão da GNR, mesmo à porta da minha casa.


Garganta de Cares.




Oito horas de auto-estradas e auto-vias e estávamos em Sotres a pôr as mochilas às costas.
















Duas horas e meia a subir, 810m de desnível e estávamos na base do Naranjo de Bulnes.
Face Oeste do Naranjo de Bulnes, um dos maiores monólitos do Mundo e um ícone na escalada mundial.

Refúgio Vega Urriello, todo o conforto mesmo na base do calhau.




















Tradicionalmente, os refúgios de montanha servem para dar guarida aos montanhistas, para os proteger das inclemências da montanha... Aos poucos, e à medida que as montanhas vão sendo cada vez mais frequentadas, vão-se transformando em pequenos hotéis, onde, pagando, há de tudo. As federações de montanha vão explorando os potências económicos destes locais privilegiados  Neste refúgio já não é preciso trazer nada, com o preço da dormida (12€ não federados) tem-se direito a um par de Crocs para não ir de botas para o quarto, e um saco do IKEA com uma almofada e um edredon com capas. 
Pagando, tem-se também duche de água quente, pequeno almoço, almoço e jantar, garrafa de vinho, café, cerveja ou coca-cola. À borla tem-se companhia na cama, os quartos são camaratas com beliches onde cabem cinco ou seis pessoas lado a lado, eu dormi entre o Joel e uma inglesa de dois metros de altura com o cabelo vermelho! no nosso quarto fala-se pelo menos quatro línguas diferentes.
Mas quem quiser pode acampar na rua, por enquanto...



Antes de sermos repreendidos por usar o fogão! cozinhar tem de ser na rua! novas regras da federação. Como será que fazem no inverno?
Rebecos, sobem a todos os cumes dos Picos menos a este, o Naranjo de Bulnes.





O Naranjo é uma parede cheia de histórias. A sua silhueta monolítica é o emblema da montanha espanhola. Um pico inexpugnável onde não é possível aceder sem ser escalando. A face Oeste com os seus 500m é super vertical, foi e continua a ser motivo de cobiça pelos melhores escaladores do mundo
Cordadas lendárias traçaram aqui as suas vias: em 1962, Rabadá-Navarro sobem pela primeira vez a face Oeste;  mais recentemente, em 2009, os irmãos Iker e Eneko Pou, que consideraram a sua via Orbayu a mais difícil do mundo numa parede desta dimensão; pouco depois, outro famoso, Nico Favresse, disse que afinal a via deles não era assim tão difícil, polémica para vender na imprensa da especialidade. Poucos dias depois da repetição, o companheiro de Nico, o Polaco Adam Pustelnik, parte uma presa e arranca três proteções, cai diretamente ao chão de 20m de altura e tem férias prolongadas no hospital.
Também portugueses deixaram aqui o seu nome: Francisco Ataíde e Sérgio Martins em 1996 abrem a via Quinto Império 8b, uma via dificílima e de excelente qualidade, apenas repetida pelos melhores.
Existe aqui uma via, Sonhos de inverno, que foi aberta durante o inverno, durante cerca de 70 dias, que é o recorde mundial de permanência em parede, 69 bivaques, sem vir ao chão a dormir em tendas suspensas e com temperaturas bem negativas!
Atualmente existem cerca de 70 vias diferentes para subir pelas diversas faces.
Em Dezembro 1997, acompanhei o ilustre escalador Paulo Roxo na tentativa de abrir uma nova via pela face norte da Parede, mas não chegamos a fazer cocegas à parede, abrimos um largo e meio... mais tarde uma cordada, acho que de polacos, abriu a nossa linha.


A gélida face norte em 1997.
Paulo Roxo num penoso acesso com muita carga em 1997.






No inverno de 1997.

Eu no topo em 1994, era bem mais novo!
A primeira vez que aqui vim foi no verão de 1994, tinha uma corda de 60m, 10 expresses e um amigo que não percebia nada de escalada. Subimos a face sul pela via mais fácil, a Directa de los Martines. Foi muito fixe, uma experiência inesquecível!  Depois da escalada, voltei a Minde à boleia, demorei quatro ou cinco dias a chegar a casa, três dos quais sem dinheiro e sem comida ☺




Joel Vieira no primeiro largo da via Murciana.

Desta vez não ficamos com grande história para contar.  A meio da noite, enquanto era esborrachado entre o Joel e a inglesa de cabelos vermelhos, comecei a ouvir vento lá fora, entre acordar e adormecer fui pensado que devia ser um vento fraco, - faz tanto barulho por causa dos painéis solares... pensava eu a tentar convencer-me. Quando amanheceu saí lá fora e vi que de facto o vento era forte, muito forte. Ainda lá fomos e subimos o primeiro largo da via, mas, como dizem os espanhóis, no estabamos a gusto. Não nos conseguíamos ouvir, as mãos a gelar, e o  desequilíbrio constante das rajadas...
Descemos ao refúgio, agarramos as mochilas e viemos beber umas cañas à aldeia de Sotres.
Ficam umas belas fotos, a vontade de voltar para o próximo verão, mais 1600 km na Berlingo e a confirmação que este é um ganda calhau!!








Quero viver numa assim...

...estoupraver...

domingo, 7 de outubro de 2012

A pena do meu Pai. Parte 2


A viagem ao Cáucaso, pela pena do meu Pai, que escreve muito melhor que a minha.
In: Jornal de Minde. Set2012



E já ali… ao dobrar da esquina

A ocasião faz o ladrão

Já lá vão uns bons anos, andávamos, a minha mulher e eu, a dar uma volta por Espanha. Um
dia hospedámo-nos numa terra cujo nome não recordo, mas sei que o Hostal era num rés do
chão e era terra de passagem de emigrantes.
Nessa altura, as Casas de Hóspedes espanholas tinham uma Bíblia em cima da mesa de
cabeceira, sugerindo ao cliente que aproveitasse os momentos de insónia para ler alguma
coisa que valesse a pena.
O que nos surpreendeu foi verificar que as Bíblias, apesar de utilizáveis, estavam presas
à parede por um cabo de aço. No dia seguinte perguntámos a razão. Notou-se que o
recepcionista ficou um bocado envergonhado perante a nossa pergunta, mas lá conseguimos
sacar a resposta. É que por ali os portugueses tinham fama de roubar dos quartos tudo o que
pudessem.
- Os últimos que cá estiveram até as mesas de cabeceira levaram!
- As mesas de cabeceira?
- Passaram-nas pela janela enquanto outros lá fora as arrecadavam.
Meio envergonhados, lá fomos saindo – mas tivemos o cuidado de dar tempo ao recepcionista
para mandar verificar se faltava alguma coisa no quarto.

Nesta viagem para Leste descobrimos que as estações de serviço ao longo das auto-estradas
na Europa são um espectáculo, nomeadamente em França. Grandes áreas, espaços enormes
para camiões TIR, muitas vezes áreas especiais para veículos de turismo, em alguns casos
parques de campismo anexos, tudo preparado para o viajante que, como nós, pode querer
dormir no camião, ou no carro ou na caravana. Já o abastecimento de combustível não existe
em todas as áreas. Comparando com Portugal, fica-se com a impressão de que lá fora as coisas
existem para servir o viajante – cá, existem para dar lucro a quem explora a área.
Mas há sítios onde se vão tomando medidas contra o vandalismo e os pequenos roubos.
Em Irun, ao entrar em França, a área tinha sido “reconvertida” há pouco tempo, suponho que
uma parte ainda nem estava inaugurada. Nas instalações sanitárias não há nada que possa
ser roubado. As torneiras são bicas cravadas na parede que funcionam através de sensor
incorporado. O rolo de papel higiénico está do outro lado da parede e puxa-se por um orifício.
Entre cada duas cabinas está uma porta fechada com a indicação “Arrumos”. É nítido que o
encarregado da limpeza guarda aí a vassoura, o balde, a esfregona e o papel higiénico, que
coloca de tal forma que pode ser puxado através dum orifício por quem estiver nas cabinas
anexas. Não há interruptores. Luzes e som ambiente (vivó luxo!) funcionam por sensores, e
as lâmpadas estão tão altas que ninguém lá consegue chegar. Os cabides estão cravados na
parede, não podem ser desmontados.
Melhor do que isto só as Bíblias dos espanhóis, presas com cabo de aço.

A nossa segunda tarde de viagem era ao longo da Cote d’Azur no sul de França.
Terras de gente fina que torna fino o lugar onde está - Saint Tropez, Cannes, Nice, Monte
Carlo, Sanremo.
E foi nestas terras de gente fina que acompanhámos a carrinha dum zé portuga que parece ter
aprendido a sobreviver no mundo em que se movia. O nome português e o reclame estavam
na traseira da carrinha. Qualquer coisa que se pode traduzir mais ou menos assim:
Zé Manel, ladrilhador
Não colo azulejos – APLICO ARTE.
- Aí grande tuga – se os queres agarrar, fala a linguagem deles!
A tarde a princípio ia divertida, mas lá para o fim complicou-se. Domingo de sol, toda a gente
foi para a praia e, ao fim da tarde, toda a gente queria estar em casa para ver a final do Euro.

Por nós, a praia estava posta de parte, e o nosso aplauso não fazia grande falta ao Euro. Mas
do engarrafamento não nos livrámos.
A certa altura havia uma zona de refúgio...vai disto! Enquanto descansamos, a onda passa, e
mais tarde seguimos caminho. Tanto mais que já havíamos passado o Mónaco e entrado na
Itália. Génova, que era o objectivo do dia, já se via lá ao fundo.
Um camião TIR português já tinha encostado antes de nós e fez-nos sinal. Dois dedos de
conversa, vocês para onde é que vão, e você donde é que é, o homem faz esta viagem todos
os fins de semana. Sai do norte de Portugal no sábado de manhã com o camião carregado de
pescado a caminho duma cidade do norte de Itália onde chega no Domingo à noite. (Não digo
o nome da cidade porque não sou denunciante). Aí esperam-no os que recebem o pescado e o
vão distribuir pelos supermercados da organização na cidade e arredores, de tal maneira que
esteja nos balcões na 2ª feira de manhã.
Quer dizer, o peixe vem lá de Marrocos ou da Mauritânia para os frigoríficos no norte de
Portugal e daí vai para a Itália. Só esta volta duplica o preço do pescado. É por isso que o
pescador ganha pouco e o consumidor paga muito.
- Afinal o gasóleo em Itália ainda é mais caro do que em França, arriscámos, para continuar a
conversa.
- Ah pois, na Itália é mais caro e na Eslovénia ainda mais (por acaso depois verificámos que
não) - mas vocês precisam de gasóleo?
-Não, temos meio depósito. Podíamos era ter atestado em França.
-Mas eu posso fornecer gasóleo mais barato do que em França...
Ficámos a saber que o camião TIR tem dois depósitos, perfazendo 1500 l, e que gasta 35 litros
por cada 100 Km. Em cada viagem destas gasta cerca de 1400 litros.
- Posso vender o gasóleo a 1,1 E. Quantos litros é que vocês querem?
- É um bom preço. Com uns 60 litros atestamos o depósito da carrinha e mais uma vasilha
suplente de 20 litros que trazemos.
Negócio feito. O homem trazia a mangueira que certamente já serviu em outras transações,
fez a transfega e recebeu o que se tinha combinado.
Enquanto discretamente se fez a operação foi dizendo que o patrão não dava por nada. Até
parece que este camião gasta mais que os outros...mas ele sabe bem que aos domingos no
verão há aqui sempre engarrafamentos...
- E no inverno há neve nos Pirinéus, acrescentei.
- Pois, pode sempre acontecer qualquer coisa em qualquer parte.
(entendi-te…)
Entretanto o engarrafamento já aliviara e até a final do Euro já tinha um golo. Deu para ver na
TV doutro camião ali ao lado.
O homem pôs o camião na estrada e seguiu o seu caminho. Já tinha avisado que estava
atrasado e só ia chegar lá pelas 3 h da manhã.
Cá por mim fiquei a pensar: se isto fosse a tribunal, eu era considerado cúmplice, receptador
e beneficiário do roubo...Mas como “quem rouba a ladrão tem cem anos de perdão”, podia
muito bem ter arrancado sem pagar o gasóleo e ficava mais que perdoado.
E vá lá a gente tentar conciliar a sabedoria dos juízes com a sabedoria do povo.

A Nogueira

Poupar no gasóleo, sempre que possível.
Esta reserva que o Ricardo está a usar custou na Rússia a 0,50€ por litro.
Se todo o gasóleo que gastámos fosse a este preço daria para ir à China e voltar!





















quarta-feira, 3 de outubro de 2012

As marés do Sado



Na sexta feira passada, ao fim da tarde, encontramo-nos no porto de abrigo de Sesimbra. A maré ainda subia e umas nuvens ameaçadoras a começavam a chegar.
A canoa levou palamenta marítima, câmaras de ar entaladas debaixo dos bancos para aumentar a flutuação em caso de alagamento.

Alguns habituês nestas andanças.

Pusemos as tralhas nos barcos e estes na água e, assim que zarpamos, o céu desabou em cima de nós ao mesmo tempo que a noite caía.
O fim de semana promete... a começar da pior forma. Lá fomos pagaiando em direção ao mar escuro debaixo de chuva intensa...
Tínhamos previsto dormir numa pedra no início da Arrábida. Um pouco às apalpadelas demos com a pedra, mas a maré demasiado baixa não nos permitiu subir. Assim continuamos a remar até encontrar outro sitio.

Na falésia, com mais de 100m, nota-se uma enorme derrocada... ainda bem que não estávamos lá na altura em que caiu.





O primeiro camping, no sitio possível! 
Chuva e vento toda a noite... dentro de tenda abrimos uma garrafa de tinto e guisamos umas ervilhas com chouriço, secamos a garrafa, o corpo e a alma.
Sábado amanheceu glorioso!

Arrábida, esmagadora!


Fojo e Pinheirinhos,  aventuras verticais.






Portinho da Arrábida.




A «escançar um cadinho».




Rumo a Tróia.

A entrada da barra de Setúbal é um 31 para a minha canoa. É a terceira vez que aqui passa. Passa-se do Hospital do Outão a direito para Tróia  mas a zona têm muitas correntes fortes e desta vez a ondulação estava terrível... a minha canoa gosta de águas mais calmas de maneira que foi bastante complicado passar. Por diversas vezes vi o caso mal parado, com a canoa a virar-se ou a ficar alagada, o meu coração ia aos pulos! mas lá nos safamos. Os outros barcos, kayakes de mar,  passam ali como se nada fosse. Cada macaco no seu galho, ou como diz um amigo meu, ovelhas não são para mato ☺


Já tudo calmo, depois de Tróia, na Caldeira.


A Isabel e o Cândido, o meu companheiro de canoa.

Cerca de 17 km em 3 horitas. Entre o sitio onde dormimos e a Caldeira.
Na praia, o que resta de um Galeão do Sado.

É nisto é que somos bons.
Os Roazes vieram ver o que se passava.


Na roça com os tachos.




A seguir ao repasto, enquanto esperávamos pela próxima  maré, houve tempo para a sesta e para visitar as antigas ruínas Romanas de Tróia, monumento nacional desde 1910, foram um importante pólo industrial de conserva de peixe. É muito interessante.
Isto de Tróia ser só para os ricos, não é uma ideia recente! A zona de banhos aquecidos era só para alguns.



Muito entendidos, o Cândido o Zé Mindrico, que de Mindrico só tem o apelido, e o Pedro "Saca", mais dois ilustres Setubalenses companheiros de pagaia.



A sombra de um romano na areia.

Dormir a sesta e secar cuecas ao vento...





Ao entardecer apareceram andorinhas-do-mar, a dar-nos uma lição de pesca, mesmo à nossa frente a dar mergulhos fantásticos para pescar.





Sopinha de bacalhau para o caminho.


A maré encheu toda e voltou a vazar, sem dúvida que há mais marés que marinheiros!
Às 7 da tarde, empurramos os barcos para água e fizemo-nos ao rio. A força da corrente era fortíssima, uma ligeira vaga pela popa e aí fomos nós a deslizar a grande velocidade, lua cheia, brisa fresca. Só na natureza se podem conseguir momentos tão agradáveis. 
Mas a noite foi arrefecendo, a pagaia foi ficando pesada... e passado umas horas os momentos agradáveis ficaram um tormento, o Rio é cheio de caprichos... canais de águas baixas onde só se passa com a maré bem alta, correntes, cabeços de lodo... à uma da manhã chegamos ao nosso destino, cansados, gelados mas contentes.
Cais palafítico da Carrasqueira. 

Quando apanho muito frio fico com esta cara!

Mudar de roupa rapidamente e para dentro dos sacos cama que o vento não está para brincadeiras.




Mais um amanhecer glorioso! 
M

Maré vazia... daqui a umas horas isto é um mar enorme.


Os canais no lodo que é preciso conhecer para chegar aqui, estão assinalados com canas, de dia não é fácil, à noite é impossível.


O nosso magnifico hotel, é a segunda vez que aqui durmo. É simplesmente fantástico, parece aqueles hotéis na Indonésia em cima do mar azul... hehehehe.
Há uns anos atrás veio aqui o Cavaco e os locais construíram isto para o receber, depois numa noite de vendaval metade do passadiço caiu, o resto vais-se mantendo de pé, mais ou menos!

Breakfast.









A Carrasqueira vale a visita, é fantástica, a aldeia, que desta vez não visitamos, é gira, até há pouco tempo havia uma lota. Os pescadores são muito simpáticos e têm boas tascas para o petisco.

A maré subiu e lá fomos nós em direção a Alcácer do Sal. O maior tirão da viagem. 26 km em 6 horas. O percurso é bonito, o rio vai estreitando, a maré ajuda nas enormes retas do principio, nas curvas do fim já se esquece de nós e começa a querer mudar de direção!
Pelo caminho vêem-se muitas aves, de salientar, patos e flamingos. Começam os enormes arrozais nas margens embora  os caniços e o facto de viajarmos ao nível da água, impeçam a sua vista.





Alcácer do Sal à vista.

O nosso amigo pescador que nos esperava no cais com muitas histórias para contar e dois robalos dentro do saco.


Tasca à vista.


Este Senhor é que pediu a comida.


É pá, somos mesmo bons nisto!!
Foi um desfilar de: salada de ovas, choco frito, navalheiras, pica-pau, batatas fritas.... Comer em Alcácer é no Café Papinhas!



Cena à filme! quando estávamos na esplanada a comer e a beber aparecem estes cotas malucos todos desgovernados e completamente encharcados de álcool. Foi uma risota, nós deles e eles de nós! Os amigos ciclistas todos os fins de semana fazem isto, vão dar uma volta de bike e depois da volta, copos até cair de cu!  Fizemos grande amizade e até ao fim da tarde todos caímos de cu!







Dormimos ali mesmo, ao lado das canoas. Ciganos!


A manhã acordou bem húmida, os corpos estavam doridos e os estômagos revoltados com a alcaria da véspera.




Mas quando a maré deixou, aí fomos nós outra vez!
Por este rio acima...
Deslizando por entre os caniços num rio cada vez mais estreito e serpenteante. Selvagem, belo!



Três horas e quinze quilómetros mais... Vale do Guiso.




À nossa espera um magnifico ensopado de enguias, encomendado por telefone desde Alcácer. Maravilha!
Nós e a nossa equipa de apoio, A Tita, a mulher do Cândido e uma amiga e o Carlos  que se prestou a ir buscar o meu carro a Sesimbra e trazê-lo com o atrelado das canoas até aqui. Thanks, amigo!




As canoas à espera que a malta acabe com as enguias enquanto a maré vai subindo




O rio Sado é espectacular.

fizemos aproximadamente  80 km de  Sesimbra  até  ao  internacional Vale do Guiso, cerca de 22 horas  a  pagaiar.

...estoupraver a próxima...

 quem alinha??

Fim da história ☺