terça-feira, 29 de outubro de 2013

Uma espécie de Triatlhon

A seguir a uma semana de dilúvio, eis que surge um belo fim de semana de sol. Aproveitámos bem este sol de outono com um super programa de cerca de 100 km e zero emissões. Com logística algo complexa, fizemos uma espécie de grelhada mista desportiva, uma espécie de Triatlhon, treking, btt e kayak.
A zona escolhida foi a Serra da Estrela.
Começamos por deixar as bicicletas na Torre amarradas a um poste e descemos de carro com o atrelado até ao Covão d'Ametade.





Tranquilos, subimos o vale. Demorámos bastante mais do que estávamos à espera, 4h para fazer 6 km e subir 700 m, com as meninas sempre a queixarem-se dos picos, das pedras, das cobras e essas cenas...




Chegámos à torre e cumpri um sonho de menino, descer a Serra da Estrela de bike, primeiro até ao Covão d'Ametade... fantástico. Sempre que vou à serra e vejo ciclistas a descer, sinto inveja e desta vez fui eu :) Grande speed a passar na curva do Cântaro Magro, no túnel do Cântaro Raso e no miradouro, depois pedalar um bocado na nave de Sto António até ao centro de limpeza de neve e depois outra vez na bisga até ao Covão. Formidável. Em 20 minutos estávamos a pôr as bicicletas no atrelado e a subir novamente à Torre. Daqui começou a verdadeira etapa. Torre - Lagoa comprida - Loriga, sempre a abrir.





A estrada até Loriga é demais, grande paisagem, belas curvas e grande inclinação e não passou por nós um único carro.





As meninas no carro vassoura.
Depois de Loriga começam as subidas e o entusiasmo esmorece...  mas rapidamente descobrimos as maravilhas do meu atrelado com o suporte das canoas :) Agarrámo-nos ao suporte e o carro puxa-nos nas subidas, é claro que nesta parte as zero emissões são discutíveis....



Loriga - Alvoco da Serra - Unhais da Serra (quase) - Erada - Paul - Ourondo - Silvares




Chegámos a Silvares a tempo de conhecer a sua famosa night life.
Fizemos cerca de 65 km a pedalar.


E apesar da soma das idades de dois de nós já passar os 80 anos, dormimos na pousada da juventude, a fazer lembrar as férias de verão de há vinte anos atrás.
A senhoras da pousada foram super simpáticas, desdobraram-se em cuidados e atenções com os únicos hospedes.
A pousada fica no Monte Pião, digo Cabeço Pião, antigo aldeamento de mineiros da Panasqueira. O Volfrâmio vinha em vagões pendurados num teleférico do outro lado do rio e era aqui que se fazia a sua lavagem. Vivem por aqui algumas famílias, muita coisa está abandonada e algumas estão a ser recuperadas como espólio museológico; a mina ainda continua em exploração.
Toda a região tem muito interesse turístico, falam-nos que a câmara está negociar com a empresa que explora a mina a possibilidade de se fazerem visitas guiadas ao interior da mina. Existem  praias fluviais maravilhosas, percursos pedestres, muitos trilhos para btt e um centro de apoio, gastronomia e vários eventos baseados nos produtos locais, (vejam aqui: http://www.cm-fundao.pt/) mas enfim, há quem prefira passar férias na Quarteira... 

Os amorzinhos nas brincadeiras como há 20 anos atrás.





A bófia já não manda aqui!











Bem cedo começámos a remar o Zêzere por entre a neblina. Previamente tínhamos combinado com uma empresa da zona o aluguer dos barcos e combinámos também com eles que nos viriam buscar onde acabassemos a descida, que não faziamos ideia onde seria...





Wipe out

out






Nos rápidos da Panasqueira, por entre pedras e destroços industriais, houve banho para todos. As chuvas dos dias anteriores deram alma ao rio e o medo inicial dos primeiros rápidos passou num instante e ficou a sensação de quero mais. As meninas desistiram, não gostaram da máquina de lavar. Os rapazes continuaram cheios de vontade, mas aos poucos o rio vai perdendo o interesse, muitos diques e açudes chatos de passar, a montante as águas ficam paradas e a jusante fica o rio com pouca água e muitas pedras e vegetação. Por volta das 4 da tarde desistimos com a barriga a dar horas, enregelados e com uma bela estafa no lombo. Fizemos cerca de 28 km de rio.




Um belo fim de semana, estou pra ver o próximo.