terça-feira, 17 de julho de 2012

Continuando...

Depois do episódio da embraiagem levamos dois dias a chegar à Arménia, pela pior estrada da Geórgia, mas também a mais bonita. Passamos vales com grandes florestas e cheios de rios. Houve uma zona onde as casas e outras construções eram todas pintadas de cor de rosa, muito engraçado a contrastar com o verde em redor.
 A fronteira com a Arménia foi uma comédia de carimbos de guiché em guiché, ai umas três horas para passar. Seguimos viagem por um planalto gigantesco de muitos quilómetros quase desabitado.
Era já tarde e fizemos um forcing para chegar a Yerevan a capital, em busca de um Hotel. Yerevan é  o fim do mundo, não há uma única placa a indicar seja o que for, o que existe está escrito no alfabeto Arménio que não se parece com nada. Demos um monte de voltas completamente perdidos entre prédios devolutos e bairros estranhos. Nunca encontramos nada parecido com o centro de uma cidade… encontramos uma só vez a palavra Hotel a brilhar na escuridão da noite. Tinha um quarto que alugava à hora… uma cama de casal e muitos posters na parede de mulheres semi-nuas…. Não era bem isto que eu e o meu pai queríamos. Nessa altura percebemos o porquê da cidade ser tão escura, só tínhamos um mínimo a funcionar, os médios não ligavam. Acabamos por dormir na carrinha, num bairro tipo Cova da Moura.
 Ao outro dia acordamos cedo, ao nosso lado um taxista madrugador lavava o seu bonito Lada 1600.
Com o mapa na mão e por gestos ele explicou-nos que estávamos exatamente na saída certa da cidade, precisamente a que queríamos. Grande sorte! Uns metros mais à frente apareceu diante de nós o Monte Ararat, uma visão fantástica com o seu cume nevado, a fazer-me lembrar o Kilimanjaro, que subi há uns bons anos atrás.
O dia foi fantástico, a atravessar toda a Arménia em direção a Nagorno Karabach. Parávamos a cada cruzamento a perguntar as direções (o gps tinha deixado de ter cobertura desde a Turquia) Na  beira da estrada à sempre vendedores, Frutas, legumes, vinho….
 
Entretanto corremos todos os fusíveis do carro à procura do problema das luzes, mas não encontramos nada de errado, simplesmente não funcionavam. Depois de muitas experiências arranjamos uma solução: ligamos um fio das luzes ao isqueiro do carro, com uma ficha de isqueiro que tinha trazido, agora para ligar os médios basta ligar uma ficha ao isqueiro,simples! o co-piloto trata do assunto.
 

Lada 1600 o Rei das estradas caucasianas, aqui em versão junkie.


Nagorno-Karabach.