sábado, 10 de março de 2012

Pais Dogon

Compramos muita agua ensacada, aqui vende se em pequenos sacos de plastico e e mais barata que as garrafas.
Os bidons que andavam a passear em cima do carro e o tornavam inconfundivel, trocamo los por 1 quilo de noses de Kola. E um fruto muito apreciado pelos Dogon, nao cresce aqui so perto do mar, vem de outros paises como a Guine o Senegal ou o Gana. Serve como moeda de troca para pagar a taxa de passagem nas aldeias. Os velhotes adoram aquilo. E intragavel!
Historicamente os Dogom vieram para aqui nos seculos 13 e 14 e comecaram a construir as suas aldeias numa enorme falesia, a falesia de Bandiagara. Tem 150km de comprido e em alguns sitios 500m de altura, a zona que visitamos tinha cerca de 100m de altura.
O principal interese neste povo tem a ver com a sua arquitetura.
Constroem casas e silos para guardar cereais em terra cota, as formas sao unicas.
Sao agricultores e escolheram a falesia para se protegarem de outros povos inimigos.
Sao animistas e tem uma cultura com tradicoes complexas e elaboradas.
Saimos da aldeia de Djiguibombo no plateau, a parte de cima da falesia. Estava um calor desgracado, andamos umas horas completamente desidratados, o ar era muito seco e custava respirar. Os saquinhos de agua foram desaparecendo rapidamente.
Passamos por 2 aldeias. E incrivel como esta gente vive... tudo e como sempre foi, acho que so a agua que as mulheres transportam a cabeca, agora vai em bacias de plastico e antes ia em cabacas. Tudo resto parece imutavel.
Os miudos descalcos e esfarrapados vinham ter conosco, "ca va cadeaux?" "ca va bom bom?"
Perguntavam nos por presentes e goluseimas. Nao tinha mos nada para dar, mas eles ficavam contentes de atravessar a aldeia de mao dada conosco, um miudo em cada mao e um monte deles a volta.Alguns tem a barriga dilatada pela ma nutricao. Toca nos ver isto!
Ao fim do dia chegamos a aldeia de Teli.
Descemos a falesia numa zona possivel, e colossal em arenito castanho super compacto.
A aldeia actual esta na base da falesia que a cerca de 100 anos comecaram a construir na base da mesma, mais perto das terras de cultivo e dos pocos de agua. A aldeia original esta muito bem preservada na falesia, que fica por baixo de um tecto gigantesco na propria rocha. Para la chegar e necessario subir cerca de 30m de desnivel por entre um caos de blocos.
Os sons da nova aldeia ecoam na enorme parede e dao a sensacao que a aldeia antiga esta habitada.
Alias,so no dia seguinte  quando la subimos e que precebi que nao vivia la ninguem.
Dormimos na aldeia numa casa preparada para receber turistas, tudo muito simples e rudimentar mas confortavel, na realidade estivemos sempre na rua, no pateo interior da casa, ali jantamos e dormimos sob as estrelas e os sons da aldeia. O pateo tinha a unica luz da aldeia, uma lampade de 12 voltes alimentada por uma bateria carregada por um painel solar. Vi muitos sistemas destes no Mali.
Comemos frango com cuscus, cozinhado na fogueira, estava bom!
O duche era um bidom de plastico com torneira em cima de um muro :) fixe!
 O nosso guia contou nos alguns contos tradicionais a noite.
No outro dia subimos a antiga aldeia. mais tarde seguimos viagem pela base da falesia, por entre Baobabs e  campos de cultivo agora secos e sem nada.
Fomos ate a aldeia de Kani Kombole. Ai subimos a falesia e fomos ate a primeira aldeia onde estava o nosso carro.
Pelo o caminho passaram por nos muitas mulheres com lenha a cabeca, algumas com filhos pequenos as costas, como e costume em Africa.
Este sitio e incrivel, vale apena visitar mas esta altura nao e a melhor, esta tudo seco e faz muito calor. Na estacao da chuva fica tudo verde e os rios sao muitos e bons para tomar banho, ha muitas cascatas e tbem muitos mosquitos. Informacao do nosso guia.